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O Festival

Entenda a festa que para a fronteira

O que é o boi-bumbá, como funciona o julgamento, como chegar a Benjamin Constant e o glossário para entender cada palavra da arena.

Festival Folclórico Benjaminense

O maior festival do Alto Solimões

Há mais de trinta anos, Benjamin Constant se transforma em julho na capital cultural do Alto Solimões e recebe milhares de visitantes de toda a região.

A festa atravessa fronteiras: vem gente de Islândia, no Peru, de Letícia, na Colômbia, e benjaminenses que moram longe e voltam para ver o boi. Alegorias, lendas e figuras da Amazônia tomam a arena do bumbódromo.

anos de tradição
30+
visitantes por noite
5 mil+
países na arquibancada
3

Como funciona

Três noites, um campeão.

O júri avalia cada boi item a item, em três grupos. A soma das notas das noites decide quem leva o título.

Como chegar

Rumo à tríplice fronteira

Benjamin Constant fica no encontro do Javari com o Solimões, ao lado de Tabatinga, de Letícia e de Islândia. Escolha o caminho.

Guia do visitante
  1. 1.

    De avião até Tabatinga

    Há voos de Manaus para Tabatinga, a cidade vizinha. De lá até Benjamin Constant a travessia é de barco ou lancha pelo Solimões.

  2. 2.

    De barco pelo Solimões

    Barcos de recreio e lanchas expressas sobem o rio a partir de Manaus. É a viagem mais longa e a mais bonita: dias de rede, rio e floresta.

  3. 3.

    Pela fronteira

    Quem vem de Letícia, na Colômbia, chega por Tabatinga. Quem vem do Peru atravessa o Javari a partir de Islândia, bem em frente à cidade.

Glossário

As palavras da arena

Alegoria
Estrutura cenográfica gigante que se movimenta na arena e conta parte do tema.
Amo do boi
O dono da fazenda no auto do boi, que canta versos de improviso.
Apuração
A leitura pública das notas do júri, que revela o campeão.
Arena
O espaço central do bumbódromo onde o boi se apresenta.
Auto do boi
A narrativa tradicional da morte e ressurreição do boi, base de toda apresentação.
Bumbódromo
O estádio do festival, com a arena no centro e a galera nas arquibancadas.
Contrário
O boi adversário. No festival não se diz o nome dele: é sempre o contrário.
Curral
A sede do boi, onde acontecem os ensaios e as festas da comunidade.
Cunhã-poranga
"Moça bonita" em nheengatu, item que representa a mulher indígena.
Galera
A torcida organizada do boi, que canta, dança e também é avaliada.
Levantador de toadas
O cantor principal, que puxa as toadas na arena.
Marujada
A batucada do boi. No Mangangá, a Marujada de Guerra.
Pajé
O líder espiritual indígena, figura central das lendas na arena.
Toada
A música do boi-bumbá, composta para cada tema e cantada pela galera.
Tripa
Quem dança dentro do boi e dá vida aos movimentos dele.
Vazante
O tempo em que o rio baixa, depois da cheia.